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domingo, 4 de dezembro de 2016

DESPEDIDA DOS MEUS CINQUENTA ANOS

“Que ninguém
hoje me diga nada.

Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.

Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.”

Fernando Namora


DESPEDIDA DOS MEUS CINQUENTA ANOS

Tenho cinquenta anos
E o que vivi
Amores e desamores que senti
Os mais secretos e sensíveis estranhos
Dias intermináveis de enamoramento
Às vezes a branco e negro
Ou o deslumbramento colorido
O sossego e o medo
O dividido sentimento
A loucura do sentido
Por tudo o que fui e por tudo o que perdi
Confesso paixões feitiços gozos encantamentos
Sim as perdas e os ganhos
Foi por isso que existi
Mulher de tais pensamentos
E agradeço à vida
O amor maior
Sentir e ser
Essa brevidade sentida
Ávido honor
Viver
musa 


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