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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

MIL CORES -aguarelas João Brum

MIL CORES

Salpicos de feno e ferro e ocre e verde
Em pedrarias bordando a seda a serra
Cintilando brilhos que lhe matam a sede
Orvalhos límpidos humedecendo a terra

No seu manto de viva e cor a natureza
Os prados os vales por mais escondidos
Adornam quais gargantilhas de sentidos
Recantos de esplendor e tímida beleza

E na tela do pintor em aguarelas inspiradas
Teimam tonalidades com humor do tempo
Num verso imperfeito de rimas pintadas

O poeta na sua loucura imagina jardim de flores
Onde o pincel derramou pranto pensamento
E humedeceu de espanto em mil cores
musa 

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