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domingo, 30 de outubro de 2016

UM TANGO

UM TANGO

Nessa tarde triste um tango insiste
Venho de uma viagem sem saber
Numa melodia que resiste
A tímida melancolia por escrever
Trago te o meu corpo cansado
Tão vivo do que já vivi
Um filme antigo a cores do passado
Recordando contigo o que ainda não esqueci
Corpo liquido néctar de sentir
Fluídos em película prata de mãos
Sensíveis silêncios de pressentir
Sentidos em traços pagãos
Prece em fogo ritual
A pele a tela carnal
Moldada no sopro de um beijo
Silhueta sombra súplica divinal
A soberana criação do desejo
Talvez o tempo em fantasia
Uma dança chamamento
Um grito em movimento
Um tratado de poesia
Um delírio ou lamento
Um corpo para abraçar
Quero dançar
Um tango
No teu ombro
Omara está cantando
O corpo a imaginar
Uma cidade em silêncio
A folhagem pelo chão
A luminosidade suplicando
Fímbrias negras do olhar
O negro azul da solidão
Apetece cantar
Divagando
...
musa

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