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sábado, 22 de outubro de 2016

BALADA DO DESAFECTO

BALADA DO DESAFECTO

Talvez quando eu morra
Chores
Não de saudade
Nem de amor
E no pranto te demores
Tantas lágrimas como flores
Tanta tristeza tanta dor
A beleza eternidade
Talvez quando eu morra
Possas gritar
A voz dorida amargo sabor
Choro profundo infelicidade
A alma sentida ávido torpor
O corpo todo a latejar
Talvez quando eu morra
Possas chorar
Não de amor mas de afeição
E a terra toda há-de calar
Em pranto triste a solidão
Talvez quando eu morra
Possas saber
O que sentias por mim
O que guardavas sem dizer
Como me amavas assim
Por dentro ferido desfeito
Talvez já a morrer
Talvez perto do fim
Libertes o amor no teu peito
Silêncio sentido imperfeito
Um travo azedo carmim
Com as lágrimas a escorrer
E pálida quieta no leito
Como flor a fenecer
Talvez eu saiba a verdade
Talvez seja só a saudade
Talvez o desafecto intimidade
A vida possa esconder
Que morra dentro o sentir
Sem nunca o admitir
Sem nunca entender
Esta dura realidade
musa

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