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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

AS PALAVRAS ENCONTREI AS POR AÍ

AS PALAVRAS
ENCONTREI AS POR AÍ

"não terei amado na vida muito
mais do que uma mulher.
não terei andado por todos os jardins
ou em todos os balouços onde
a relva crescia selvagem diante
do meu olhar espantado.
em tudo encontrei sempre as palavras
para descrever a cinza e o pó
que restam do jarro de flores que tocaste
pela última vez. desde a praia e através
do sol que nasce nos rochedos húmidos,
o amor terá habitado este coração
e este homem uma vez e só uma vez:

ao longe no bosque, o vento aquece e volta
à mulher que foste e que és,

mas que já não conheço se me perguntares.

pedro marques pinto"

Uma caravana de sentidos
Vagueiam ao longe do olhar
Sensações caladas
Silhuetas de palavras
Sonhos adormecidos
Sinais por revelar
Sons de baladas
Por inventar

O amor perdido
Ou talvez esquecido
Tremulo a palpitar
O poema revelador
Que na jarra a flor
Botão ressequido
Tomba o pó
Resta o odor
O liquido vivo
Na garganta o nó
Do sangue a palpitar
Qual baloiço em jardim
Ou lágrima a cair
Cinzas parte de mim
Ou metade do meu sentir
Onde me guardares
Em demorado esquecimento
À espera de perguntares:
- Onde encontraste as palavras?
Nas reticências de um lamento
As palavras encontrei-as por aí
Onde jamais te vi
Ou senti
Ou vivi
...
musa

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