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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

AMBOS SABEMOS

AMBOS SABEMOS

Ambos sabemos
Que quando acontecer
Não importa a espera
Há nas mãos o que ainda não nos demos
Na pele lavrada terra de prazer
O chão dos sentidos a querer ser primavera
A semente dos verbos a jorrar de beijos
Húmida memória dos corpos enlaçados
Ávidos desejos
Tão poucas as palavras de silêncios calados
Gritos que ambos sabemos sentir
Na pele dos versos incontidos
Por intermináveis instantes
Esse amor de almas que há-de florir
Desassossego secreto dos amantes
Em sussurros e gemidos
Gemer até se vir
...
musa

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