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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A NEGRA VIÚVA

A NEGRA VIÚVA

Quando sóbria cintilo vago entardecer
Sépia nuance do luto da borboleta
Às voltas com a saudade quase a desfalecer
Inebriante perfume dos lábios violeta

Os olhos fundos arroxeados
Dos prantos sentidos do ausente amor
Parecem de vidro fosco quebrados
Em indivisíveis gritos de viva dor

E as mãos frias gélidas mármore tristeza
Espelham a pele adamada de solidão
Sem no entanto lhe esconderem doce beleza

Que os anos passam por ela adelgaçando a silhueta
Viúva cintilante em insustentável paixão
Escondida na seda crua da mantilha preta
...
musa

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