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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

MÃO DE PEDRA

MÃO DE PEDRA

As mãos rudes
Em seda de granito
A suar as chuvas de outono
As rugas em vales de inverno
O chão sem dono
O frio eterno
O estio arenito
As águas das açudes
Em primaveras carnais
A espantar dos planaltos vendavais
O berro agoirento aflito
Penedos de veias a latejar
Onde os medos fazem ninho
E por entre a seiva das pedras limadas
A encruzilhada do caminho
Parecem dançar
Vultos trevas e sombras adormecidas
Nas fragas esquecidas
Degelam lágrimas encantadas
Secretas formas de vida
Um tempo de sulcos de solidão
O fogo aceso do Verão
O ultimo grito perdido
Para além dos montes
Nas nascentes e nas fontes
Varre-se o sentido
Em poeira ilusão
Sacia-se a sede da imaginação
Em abissais horizontes
...
musa

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