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sábado, 6 de agosto de 2016

ÚLTIMO VOO

ÚLTIMO VOO

Agora ficamos sozinhos
Por perto o teu grão de asa
Na incertitude dos caminhos
Que sempre tomamos ao voltar a casa
Seguindo o eco da tua voz
Tão perto de nós

Soltos os livros esvoaçam ao vento
Dos suspiros de tudo quanto lamentamos
E se ao porto seguro nunca chegamos
Ao cais da vida em pensamento
Se a morte nos deixar
Fica uma lágrima no olhar
Por aqueles que tanto amamos
E dizemos não vás por aí
Fica aqui

Faz ninho seguro no meu coração
Esse tempo dos umbrais do lamento
Abre as portadas de par em par
E as asas caídas pelo chão
Em penas e sentimento
Humedecem o olhar
Meigamente perdido
As asas cortadas
Esvoaçam o sentido
De pequenos nadas
Em voo cumprido
musa

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