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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

POEMA QUE CAMINHA

POEMA QUE CAMINHA

Já podia ter morrido
E a ti que importaria
Somos o oposto de um só sentido
Quando já tudo perdi
O caminho vivo da nostalgia
Na memória das tuas mãos morri
Dos silêncios frios com que me amortalhei
Do desprezo em glória que senti
Das lágrimas dos vazios que chorei
Fui corpo enregelado
Na tua indiferença
Um instante um legado sem nome ou pertença
Por tanto tempo esquecida
Sofrimento em tantos verbos e sentidos
Apenas uma virgula no lamento da vida
As reticências de descontentamento na ferida
O ignorante orgulho dos momentos bons esquecidos
E já tudo aconteceu
Não há desejo ou prazer que possa resistir
Já tudo morreu
E já só me resta desistir

O teu distanciamento abriu fissuras neste amor
Amargurou a imensidão da saudade
Abriu brechas de desencanto e fragilidade
Agudizou por dentro a incompreensão desta dor
Fazendo-a alcançar na pele a doce imortalidade

Hoje triste e sozinha
Envolvo-me no meu abraço
Agonizo entristecida este cansaço
Sou somente a lembrança que caminha
Desta ilusão que desfaço
De seda e de aço
Tão viva tão minha
...
musa

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