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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DESPEDIDA

DESPEDIDA

Quando voltares do ócio da madrugada
Não me digas que existes
Não me mostres a tua mão fechada
Não digas as palavras em que insistes
E o verbo no teu punho cerrado
O poderio desse sentir
E a raiva a doer e a ferir
Um desejo que não sabes dominar
O teu olhar desolado
E a boca a calar
O silêncio arrastado
No escuro amordaçado
A entorpecer e a desorientar
És já tão distante que foste esquecido
As mãos sopram a poeira dos afectos
Réstia de um afago perdido
Sopro de insustentável sentido
Fechadas as mãos escondem delírios secretos
Martírios maiores dessa profundidade
No seio da mão a intimidade
Amedrontado sentir de te perder
Só vim aqui para me despedir
Ao fundo do túnel brilha a luz da liberdade
E a certeza de querer partir
Renuncio ao teu prazer
Porque esperar-te é endoidecer
Saberei viver esta saudade
...
musa

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