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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A PENEDIA DO DEMO

A PENEDIA DO DEMO


Havia pedra nos teus olhos
Mistérios de granito e lousa
Areias acumuladas pelo tempo
A terra pelo vento endurecida
O orvalho na pétala onde pousa
As mãos calejadas de trabalho
A dureza do pensamento
Os caminhos e as silvas
A laje da vida
A sombra do carvalho
Aromas de madresilvas
A luz o atalho
A conduzir


E os cinco sentidos
Os sonhos e o sentir
Das alturas consagradas
Os rumos perdidos
As trevas iluminadas
Em altares sagrados do olhar
De infinitos rochedos
Mágicos penedos
E as mouras encantadas
Por despertar


Na penedia do demo agreste
Havia na pele o cheiro a feno
A poesia da flor silvestre
Por entre os dedos sepultados
Resquícios de feitiços e veneno
Em raízes de acipreste
Livros antigos fechados
E fantasmas por enterrar
Tumbas de mármore enegrecido
O pó acumulado de história
Clareiras onde as bruxas vão bailar
E ainda o sexto sentido
Em ascensão e glória
Por contar
musa 

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