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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A CASA DE AMOR

A CASA DE AMOR


Gosto deste silêncio que a casa alberga
Esta morosidade de barulhos quietos
Uma saudade em objectos secretos
Que a pátina do tempo encerra
Sobre as coisas esquecidas
E as almas e as vidas
Dormitam nessa entrega


Há pó sobre os livros
Sobre as velhas coisas
A um canto sobre uma teia
Pérolas de luz abrem crivos
De luminosidade que incendeia
Silente eternidade sentida
Uma claridade que enleia
A treva insana da vida


A casa assim adormecida
Nas coisas abandonadas
Em mortalha de poeira
Abre ao tempo a ferida
Das recordações deixadas
Ao luto dessa maneira
De cores acinzentadas
A ferir de pranto
E dó


Em cada recanto o pó
Abre de palavras o espanto
De como a casa resistiu
A esse tempo de ruir
Em nobre desencanto
A vida em esplendor
Onde sempre existiu
Um lar onde sentir
Alegria e dor
Luz e canto
De amor
musa


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