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sexta-feira, 22 de julho de 2016

SENTIR-SE

SENTIR

Se eu pudesse ser um anjo
Já o era
Esta loucura quimera
Estranha primavera
Estou pronta
Deixem-me partir

Talvez um dia
Eu morra a dizer poesia
E sinta o poema em confissão
Como prece oração
De quem teme a porfia
A insistente teimosia
No prelo da declamação
Do sentir

Magnânimo desenlace
Devolvo à vida a face
Solidão existir
Instinto disfarce
Em eloquente fingir

E já sabem assim
Que eu pude permitir
Da vida um só sentido
Desejo sem fim
Talvez o rasto perdido
Do que perdi ao nascer
A sensação de ter vivido
Toda a vida a morrer
...
musa

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