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terça-feira, 28 de junho de 2016

DIAPASÃO

DIAPASÃO

Desço um pouco mais
Cedo na palavra madrigal
A palpitar entardecer
A tua boca cansada
A mão entorpecida
Nos olhos sensuais
Acontece carnal
Impassível estremecer
A pele adamada
Húmida sentida
Jardim formigueiro
De extenuado prazer
Ramagem esbatida
Tatuagem do tinteiro
E no mesmo lugar
Onde bate o coração
Logo abaixo do olhar
Enrola-se no peito
Doce vibração
Do pescoço ao ombro
Ressoa afinamento
Melodia assombro
Do corpo no leito
Suave tormento
Verso perfeito
E os teus dedos
Escrita em diapasão
Guardam segredos
De uma paixão
Al mussah

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