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quinta-feira, 16 de junho de 2016

COM VERSOS COM MAR

COM VERSOS COM MAR

Homenagem a O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea, no original em inglês) é um romance de Ernest Hemingway, escrito em Cuba, em 1951, e publicado em 1952.[1]
Foi a última grande obra de ficção de Hemingway a ser publicada ainda durante a sua vida, sendo uma das suas obras mais famosas.
Conta a história de um velho pescador que luta com um gigante espadarte em alto mar por entre a Corrente do Golfo. Apesar de ter sido alvo de apreciações muito divergentes por parte da crítica, é uma obra que permanece uma referência entre os livros de Hemingway, tendo reafirmado a importância do autor em tempo de o qualificar para o Prêmio Nobel de Literatura de 1954.

COM VERSOS  COM  MAR

Qual foi o último livro que leste?
Foi o Velho e o Mar
Aliás, repeti a leitura, passados muitos anos.
Qual foi a tua maior luta no mar?
Contra mim mesmo
As lutas interiores são sempre as mais difíceis...
Indeed!
O mar e eu somos a mesma pessoa
O Pessoa dizia algo do género
A Sophia de MBA também.
Mas prefiro entrar no teu mar
Os meus olhos são um mar rebelde
De um azul infinito inalcançavel
De uma profundidade temerária
Gosto!
Mas nada disso me faz temer esse mar
Aventureiro destemido és tu...
É o que a vida tem de bom ainda!
O ainda é só uma vírgula na vida
Eu vivo-a, há quem só lhe sobreviva.
Mas faltou antes do ainda a vírgula
Cheguei aos cinquenta e sinto-me uma criança a descobrir a adolescência de viver
Sim? Estiveste refém de quê ou de quem?
Sempre um pássaro livre
Livre leve e solta,
Então faltou ainda! Ainda me sinto...
Livre leve e solta
Nada como uma mente resolvida
Desnecessário o ainda tanto que sou uma mente rebelde
És? Podes prová-lo?
Só provo o gosto da vida
A vida tem muitos sabores
A minha sabe ao silêncio da poesia...
Nunca provei.
O sabor das palavras?
O silêncio da poesia
Parecido com maresia
Esse já eu o provei
Então já conheces
Sabe ao sal da vida
E ao doce do silêncio
O que dá...
Agridoce loucura
Achas que é um mau resultado?
Eu não o trocaria por qualquer outro sabor
Se tivesses que começar um verso, agora, que palavras escolhias?
A vertigem das palavras não escritas
Gosto
“Podes ir comigo ao mar colher seixos?
Não tenhas medo que sinta por ti
Um pouco mais de poesia
Um pouco mais de palavra
Flui comigo
Ainda tenho a esperança de fundirmos as nossos afluentes poéticos
Obrigado... sente a carícia de um verso no teu rosto”
Gostei da ideia de fusão de afluentes
Na foz da agridoce loucura desagua a vertigem das palavras não escritas
Faz muito sentido, pelo menos para nós !
Nas margens da escrita há ventos moldando caminhos fundindo sentidos sem sentido algum
É sensual, quase erótica.
A escrita? A palavra? Ou eu?  
Na foz da agridoce loucura desagua a vertigem das palavras não escrita
E por consequência tu!
Eu sou poesia...
E?
Sou Mulher
E Mar
É o bastante
De Jade
Verde imperial
Neptuno ou Adamastor quem sossegas ou amedrontas
Both!
Nos mares intranquilos do sentir
E sossego e amedronto a Jade
Jade blue eyes
Juca green eyes
O que dizem os teus olhos
A verdade é sempre mais digna
O mistério é sempre inesquecível
A dúvida sim, o mistério não.
Gosto de mistérios
Não gosto de duvidas
O mistério adensa o desejo!
Vivemos delas
O desejo alimenta o mistério
Alimente mo-lo então!
De certeza?
Sim, sou desejo
Desejo de?
Do que desejes!
De que fiques...
No inesquecível?
Entre o mistério e o desejo
Isso é uma zona cinzenta
Haverá colorido
Do cinzento há o mais belo arco íris
Às vezes azul às vezes verde
Gosto do mar cinzento
O azul e o verde frente a frente trocando sensações
Provocando tempestade
Mares revoltos
Fúrias incontidas
Onde é o teu mar
No fim do delta do teu rio
Há um ribeiro aqui perto
Um pouco de doce no sal das ondas
No meu mar bravio
É desse ribeiro que quero beber
Só nos meus olhos de mar
O teu mar sou quem o revolto, esse ribeiro corre por mim.
E seco o sal desses olhos
De onde conheces os meus olhos
Conheço o mar e isso me basta
Sei-lhe a cor e sabor
Agridoce
Quero-o
Conquista o
Conquisto-o?
Mares conquistados
Já estão!
Ainda, há tanto por conquistar.
Já conquistei os meus
Agora opto pelas entregas mutuas e conscientes
Pois eu quero ter sempre mar para conquistar
Conquista-me se te achares capaz.
Acho que já conquistei um bocadinho
O suficiente! E eu a ti!
Também há rosas sobre o mar e príncipes sobre as vagas a cativar a maresia
E raposas à espreita onde as palavras tropeçam vírgulas
E o mistério é um avião a planar o sentir ou voo cruzeiro a demorar desassossego no tempo
A ver quem chega ou parte primeiro, de encontro a essa conquista de olhar o além.
O infinito do tempo a tocar as arestas da paciência.
...
musa

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