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sexta-feira, 13 de maio de 2016

TERRA DO SILÊNCIO

TERRA DO SILÊNCIO

Dei o teu nome à água
Sem ela jamais saber
Brotei do silêncio a escorrer
As paredes húmidas de pranto
E de pernas abertas a tremer
Expulsei com lágrimas espanto
A fonte batizada encanto
Na terra que te viu nascer

Dei o teu nome à terra
Colérica a florescer
Paisagens de luz e pedra
De todos os sentidos vitais
Viva natureza a crescer
Pilares sustentando umbrais
Rios consanguineos carnais
Em fleumática melancolia
Equilíbrio sentimentalidade
Em rituais de poesia
Pura doçura intimidade
Mel de fogo loucura

Dei o teu nome ao fogo
Acendi a claridade
A chama viçosa e madura
De sóis estrelas e fogueiras
O lume de tantas maneiras
A arder a felicidade
A vida a respirar
Admirada a olhar
Onde vai a humanidade
No ar a flutuar

Dei o teu nome ao ar
Um brilho novo a cintilar
Odor de brisa e vento
Perde-se no firmamento
O nome entardecido
Murmura longe o sentido
Uma voz a sussurrar
Aspereza respiração
Terra de silêncio perdido
De nome Solidão

musa

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