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domingo, 22 de maio de 2016

SILÊNCIO DE MORTE

Silêncio de morte
Têm as trincheiras
Escondidas da memória
A vala desferindo o corte
De mil e uma maneiras
No comum da história
E doce é o sal de barro da ferida
A amargura glória
A imprópria vida
Sem vitória
A roda da loucura
Do sentir
A bala a ferir
Imerecida ternura
Cântico imortal
Nos umbrais da desmesura
Os silêncios carnais
Da terra sepulcral
Abrem valas de tortura
Melodia ensurdecedora
A poesia vingadora
De mel e sal
Dos soldados mortais
Na guerra vencedora
De silêncios fatais
A morte rondando as cantorias
As vozes abafadas pela mão
Moldando o barro das olarias
Do lodo se faz a vida
Na roda da solidão
...

musa

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