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domingo, 1 de maio de 2016

ENQUANTO MÃES HOUVER

Consomem-se os dias
Nos anos que não gasto
As horas tristes sombrias
As vidas loucas e vazias
Consumidas em fogo farto
Como se o feno do prado
Em labaredas incendiadas
Num estio envelhecido e pardo
No olhar de todas as mães mal amadas
Ficasse a arder de memórias incumpridas
E um sorriso amargo a estremecer
De tantas mágoas consentidas
No reino da desilusão
O fel de viver

Enquanto mães houver de mãos estendidas
De abraços acolher silêncios maduros
E nos seus olhos embaciados e escuros
Mãos com beijos e almas oferecidas
Ventres redondos escondendo vidas
De mil desejos sentidas
Ventres de solidão
As luas onde sentir
Demolidora ilusão

E debaixo dos pés houver a alma cansada
Tão de barro como de ferro ou de cristal
E a terra toda frágil dócil delicada
Em lágrimas de pranto carnal
Um grito de nada
Transcendental
musa 

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