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domingo, 1 de maio de 2016

CINZAS DE MARFIM

Na terra batida de fogo e bruma
As cinzas de marfim a arder
Sol negrito e chamas de espuma
Fazem o chão estremecer

Pisam a manada os ossos elefantes
Arde ao longe rufar dos tambores
Entardecer em poentes distantes
Na selva a escorrer sangue e dores
Ocasos feridos de rubras cores
Em terra de metais e diamantes

O fumo adormece olhar humedecido
As mãos adornadas de sinais de seda
Ardem os lábios pelo gume labareda
Na terra do homem esquecido
Jaz na pele arrancada em ritual
Dos confins do tempo perdido
O trofeu sentido do animal
musa 

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