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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Cabelos molhados a escorrer
Deles a água fria do banho quente
Os poros envergonhados a estremecer
A nudez que a pele parece emudecer
Como quem no corpo sente
Um sol entranhado e frio
A água a correr um rio
De pérolas caídas
Gotas escorrendo
Húmidas esvaidas
Uma outra pele tecendo
Caricias evasivas
As tuas mãos secando o molhado
Do corpo envergonhado
Assim despudor
Nessa entrega
Timida e cega
Do amor

musa

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