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terça-feira, 19 de abril de 2016

TALVEZ EU SEJA SEM SER

TALVEZ EU SEJA SEM SER

Abdicaria da eternidade
Para te ter
Talvez eu seja sem ser
No silêncio da intimidade
Eu tenha o teu sentir
Algo doce a enternecer
Beirais tristes do olhar
Ramos de árvores a atrair
Pássaros a florescer
Frutos do pomar
E eu seja a terra e a luz
O chão por pisar
A folha a cair
O tempo de viver
Do cálice dos sentidos
A pena de escrever
De azul por tingir
Bicos quebrados feridos
Folhas brancas de ausência
Talvez eu seja a transparência
Da sombra bruma nevoeiro
A negra tinta do tinteiro
Semeada essência
Âmago espiritual
A paciência da alma carnal
No corpo inteiro
...

musa

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