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terça-feira, 19 de abril de 2016

HOMEM SÓ

HOMEM SÓ

Coloco te num pequeno altar
Deidade divina te adormecer
Estar ou ser em profundo olhar
A intimidade desse prazer
Que a criação ousa alcançar
Na força oculta do bem querer
As mãos em divinal prece
Adivinham as palavras ainda por dizer
E todas as ladainhas que sei rezar
Na profundidade do templo a luz esmaece
A sepulcral intimidade acontece
Entre o silencio das pedras a liturgia
Diante de deus a orar
Divina a poesia
Dossel sentir
Odor de incenso essência das velas a arder
Tímida chama em sombras a refulgir
E o eco vagido em submersa escuridão
Penumbra véu de pétalas a fenecer
Um caldo de poeira ainda por atravessar
Vai tão só o homem descalço
Carrega nos ombros a solidão
Tem a morte no seu encalço
Sentença de vida sem perdão
No altar da frágil condição
...

musa

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