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segunda-feira, 4 de abril de 2016

CEGUEIRA

CEGUEIRA

Poemas para os meus olhos cegos
De que demorei tempo de mais
A enxergar a nitidez dos contornos
A superfície rugosa os cantos esbarbados os bicos afiados
Frinchas e levantados pregos
Espetados como punhais
E as marcas como adornos
A cegueira dos encantos
Em labirintos desiguais
Porque demorei tempo de mais
A cheirar cega a agressividade das cores
Opacas saliências de aspereza prematura
Adoptivas nuances de apuradas essências multicolores
Frisos em rugas de transparência e loucura
A violência invisual da intuitiva inspiração
Quase intimidação e tortura
A contaminar a claridade
Em fragrâncias sensações
De nesgas luminosas da frialdade
Que aguça a cegueira em desalento
E o tacto que fere a pele do sentir
Pequenos pontos luminosos a ferir
Olhar que não vê além do pensamento
O cativeiro ensina e lê a dor de esquina
A treva uterina do esquecimento
Adormece a retina
Cega o tempo
...

musa

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