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segunda-feira, 21 de março de 2016

TRÊS POEMAS INTEIROS DE SOLIDÃO



TRÊS POEMAS INTEIROS DE SOLIDÃO

Escrevi todas as palavras que me foram sentimentos
De cada vez que abri a porta da vida
Diante do mar dos dias
Escrevi as horas vagas a tombar marés em abraços de ventos
E sempre demorei a partida
Na quietude silenciosa da alvorada das mãos vazias
Guardei a memória de lagrimas e de momentos
Fiz parte de uma história e de um filme mudo
E joguei o futuro no poço fundo do absurdo
Ficou um último acto por inventar
Um suspiro demorado sentido profundo
Sepultei a ferida do olhar
Despedi-me do mundo
Fui viajar
...
musa

A vida enforcada na arvore seca e solitária
Pendida inerte é como um sonho a secar ao vento
A melodia canto oração ária
Esganada pela corda da solidão
Sentida verte a última lágrima do tempo
E os dias demorados sufocam as horas
Jazem enforcados em todas as demoras
O delito instintivo da incompreensão
Talvez incompreendido morra na ilusão
Que viver morrendo em silente sentir
Será enforcar os dias na acomodação
E talvez demorar só mais um pouco
As cordas das demoras
O sonho louco
A desoras
Da dona solidão
...
musa

A madrugada ainda é fria e vazia de tudo
Caminho tão só e quieto no absurdo
Cinzento e enevoado do dia
Na lonjura da praia solitária
Ainda húmida e sombria
Ousadia contrária
A luz em pó
Tremia
O passo arrastado na vaga que não vem
O mar é loucura silenciosa poesia
A onda sossegada porém
Ainda tem o cheiro da maresia
Mas o odor da vida
O perfume da despedida
É imenso areal à minha espera
Abrindo ondas em ferida
A dor o sal que arde e desespera
Sem a voz de ninguém
Marés de inquietude
Um sopro de solitude
Talvez ao fundo do areal
Esteja alguém
Humano
Surreal
...

musa

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