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segunda-feira, 14 de março de 2016

TRAGO NO OLHAR ENTARDECER

Trago fogos no olhar
O calor das lareiras
Chamas a crepitar
Labaredas das fogueiras
Sonhos incendiados
Incêndios sentidos
Os mais belos ocasos
Dos meus olhos ardidos

Trago paisagens a entardecer
Veredas em vales tingidos
Alaranjados céus da montanha
Em tantos tons coloridos
Imagens de nuvens a arder
Nessa miragem tão estranha
Que em fogo parece acontecer

Trago as urzes fogos róseos
Torga lilás a florescer
Por entre vales mimóseos
As giestas a crescer
Na rudeza deslumbramento
Em tão florido monte
Trago nos olhos o encantamento
Fogo fátuo do horizonte

Trago crepúsculos anoitecidos
A tarde assim entardecida
Trago sonhos nos sentidos
De que se faz em flor a vida
Trago a chama luz em mim
Que arde a alma acontecida
Do olhar o mais doce jardim
Trago na boca a palavra repetida
A iluminar centelhas de cetim

Trago no olhar entardecer
O fogo lume a correr sem fim
Em Trás-os-Montes sangue vivo
Trago na pele a esmaecer
Berço em que arde esse sentido
O lugar onde eu hei-de morrer
...

musa

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