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quarta-feira, 2 de março de 2016

PORQUÊ


PORQUÊ

Que fiz eu para ser assim escorraçada
Empurrada dos braços desta vida
Maltratada e tão amargamente enganada
Assim de raiva ódio desprezo sentida
E arrastada ignorada amaldiçoada ferida
Se nada fiz ou o fiz sem querer
Num pais que não me deixa viver
E me expulsa sozinha perdida
Deste chão onde vim morrer
Já não me resta mais nada
Nem ao menos uma réstia de esperança
Tão exausta e tão cansada
Nem forças para lutar pela criança
Que nos braços levo amedrontada
Como se a vida fosse essa lança
Do porquê de ser assim apunhalada
Por tão ingrato e desonesto sentir
E me pergunto tanta vez
Porque tenho que fugir
Nunca saberei talvez
Tanta conspiração em segredo
Seja eu sejamos nós sejam todos
Filhos e filhas do medo
Arrastados por lamas e lodos
...

musa

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