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segunda-feira, 21 de março de 2016

GRÃO TORRADO

GRÃO TORRADO

Um resquício de café
Conta-me a história
De já ter sido verde
E diante da maré
Gaba a sua glória
Mata-me a sede
O grão torrado
Na chávena vazia
Trapezista sem rede
Em palco maresia
Diante do mar
O empregado de mesa
Com jeito de figurante
No circo do bar
Vem recolher a certeza
De que o meu olhar
Assim distante
Tem do café o sabor
Sal adocicado
Nunca gostei de adoçante
Prefiro o gosto amargo
Do café bem torrado
Que bebo de um trago
Quase a ferver
E com a língua arder
De alvissaras clamor
Escrevo um recado
Por favor
Da próxima vez
Chávena fria
Talvez
...

musa

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