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segunda-feira, 14 de março de 2016

DOCE AMARGURA

DOCE AMARGURA

Nunca te falei da amargura
Cansada das extremidades do silêncio sentir
Das membranas límpidas da ilusão
Pregos soltos da loucura
Os sentidos tábuas planas do caixão
A escuridão como tortura
A vida essas saliências a ferir
Amarga uterina a pele vestida
A claridade entristecida
Na morte o corte
A desilusão
Como dói essa dor sem marcas
Onde silencia olhar sem ver
E penitencia o querer
Lanhos farpas
De prazer
Esse pequeno gozo ao morrer
De amargurado silêncio ferido
O mesmo fel do gemido
A sangrar a alma por inteiro
Cansaço profundo
Vivo sentido
Derradeiro
Talvez o maior do mundo
A rasgar de intensidade
Suave corte a escorrer
O brilho húmido da claridade
Morte com olhos a chorar
E a vontade de perder
Enterrar a saudade
E o silêncio a gritar
Deixem me viver
Perdida amargura
Tão doce tão dura
...

musa

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