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sábado, 6 de fevereiro de 2016

AUSÊNCIA E SILÊNCIO

A casa quieta embala o tic tac desassossegado das horas
Confessam as paredes silêncios escondidos
As portas fechadas esperam as longas demoras
Sobre os telhados já não fazem ninho pássaros perdidos
As janelas têm as cortinas corridas
Há segredos e sentidos
E por sarar feridas

As alegrias deram lugar ao sofrimento
E os dias engrossaram o vendaval
Do ausente silêncio que se demora no sentir
Toda a casa é insustentável lamento
Quase tumba sepulcral
Do intimo existir

A alma inteira é um sótão fechado
Um piano cansado faz parte das estranhas antiguidades
Restos de momentos e um pedaço de vida guardado
De meigas e tristes intimidades
E na cave já esquecido
Um livro de memórias
Toda a casa tem as suas histórias
Umas mais fantasiosas outras mais verdadeiras
Umas mais secretas outras mais gloriosas
Outras mais livres outras mais prisioneiras
Somente vidas espinhos e rosas
...

musa

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