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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

MORTE SOBERANA

Preciso morrer deste amor sem razão
Viver de amor nefasta vida sem sentido
Soberana morte abre os braços de paixão
Acolhe em teu seio o meu olhar perdido

Um fio de loucura a teia de mortal desejo
A pele crisálida empalidecida doce abrigo
Na tua boca dádiva cristal ternura beijo
A sombra luz a romper eternidade castigo

Amor de abraços que de instantes nos faz morrer
Em silêncio dormente no aconchego do leito
Entregue em cumplicidade íntima de prazer

E se a vida por amor e devaneio ainda demora
A morte que estremece no corpo e no meu peito
Quero morrer de amor nesta hora e agora
...

musa

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