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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

MANHÃ NA SERRA - Aguarela JOÃO BRUM

João Brum
Aguarela 31 x 41 Bockingford 300 gr 2015

MANHÃ NA SERRA

Vieste inventar paisagens
Nos meus olhos de sal
Um areal de azul
Silencio nu
Deslumbrado céu cru
Brisas deslizando o vento
Em olhar transcendental
Trazendo ao norte o sul
Num papagaio pensamento
Crisálida líquida de contentamento
Pinga gélida a montanha em gotas de orvalho
Em tons de matizado azul cinzento
E cobre a serra o pinheiro e o carvalho
Adormece a terra madrugada ao vento
Claridade fria de neve embala o tempo
Na clareira regaço não há folhas pelo chão
As árvores agitam o cansaço da inóspita solidão
Da serra com seu branco manto vestida
O silêncio brisa acorda a noite escuridão
Para além do sentir madruga a vida
A manhã na serra é loucura e solidão
Está tudo tão quieto
Na encosta do monte a brancura
Parece fugir um animal inquieto
Vai se esconder
Há marcas de pegadas na neve fria
Foge a correr
Pingam gotas de candura
A paisagem bucólica sombria
Humedece de amor e ternura
De esplendor e doçura
A serra em poesia
...


musa

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