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domingo, 31 de janeiro de 2016

MAGNÓLIAS DE DOR

Não consigo dormir
E atravesso a noite
Minha mãe solidão
E faço peregrina
A via dolorosa
Transfiguração
Do meu sentir
Choram as magnólias floridas
As pedras da escuridão das avenidas
Que a noite invade de dor
Em cânticos analgésicos
De silencio e lagrimas
Na lage do esplendor
Da loucura das mágoas
As horas maceradas
Pétalas de sofrimento
E esta dor não adormecida
Embala as trevas do pensamento
Violenta e crua em sentimento
Fere de sangue a própria vida
Procria de sono infanticida
Uma morte de útero e desalento
Não sei se viva descontentamento
Se esventre de química sentida
A carne da alma emolumento
Que sentencia proibida
Este louco tormento
Tão de mim consentida
...

musa

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