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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

INSENSIBILIDADE

INSENSIBILIDADE
A vida serve-se fria e azeda
Insensível e crua
Demasiado cáustica e amarga
Angustiante e leda
Destrutível e desiludida
Um prato cheio a transbordar
De decepcionante sabor
A verdade sentida
A verter do olhar
Raiva de dor
A vida essa profunda insensibilidade
Que tantos amargam de cor
Sabem-lhe a habilidade
Do doce ferir
Dócil sentir
Dura realidade
E mesmo ninguém sendo perfeito
Espera-se algum sentimento
A razão de bater no peito
Mas sempre impera o descontentamento
Ninguém parece saber
Um pequeno defeito da vida
Que um ou outro possa perceber
Onde tanto dói a ferida
Mói o pensamento
Onde bate o coração
O compasso da desilusão
A vida era essa centelha a brilhar
Quando dizemos não estar bem
Um grito de silêncio sentido a ofegar
Que deixamos para a esperança ouvir
Nunca ouvido por ninguém
O mundo demasiado ocupado para sentir
Quando estamos em sofrimento
Somente queremos seguir viagem
E nesse egoísmo a pressentir
Misericórdia e dó
Morremos a existir
Estamos de passagem
Somos apenas e só
Um momento
A imagem
Da vida
...

musa

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