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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

TEAR DA VIDA

A felicidade a seda tardia
O fino fio dos sentidos urdido
Se tece o ardor da fatal poesia
Que canta serena o amor proibido
Teia de saudade e melancolia em letras de paixão
O tear enlaça as lágrimas na trama
A dor angustiada da vil desilusão
Daquele que chora por quem tanto ama
A dureza da lã em fio de pranto
As horas de Ariadne sentada ao tear
A tristeza manhã em amanhecido desencanto
As preces humedecidas por tão terno olhar
Amor tecido assim de palavras silenciadas
Em tão poucos fios como teia de loucura
Ténues promessas vãs esmaecidas nadas
Murmúrios e afagos de dócil ternura
Deixam marcas traços vincos matrizes
Desassossego medo e algum cansaço
Instantes de inquietude amargos infelizes
No enorme novelo de um apertado abraço
Fio a fio se tece a vida as vezes num minuto perdida
A feliz esperança em tardiamente sentir
De todo o sentimento a chama mais viva
Que possa aquecer em fogo brando esse existir
E poder ter na alma um coração a bater
Em ritmo de felicidade sem hora sem tempo
Teia do tear trama imagem que ensina a viver
Como se tece de luz e vida profundo pensamento
Onde ainda há desejos de coragem por tecer
Sem qualquer temor sem qualquer lamento
...

musa

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