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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

POEMA NO ESCURO

As pessoas sentadas
Embalam a escuridão
Tacteiam com a mão
O penhor da salvação
As cadeiras alinhadas
No escuro do porão
Ouvem se as luzes
E em jeito de persignação
Três vezes as cruzes
Em sinal de eleição
E a voz do poema
Bate de silencio escuro
A acalmia serena
No espanto da emoção
O sentir inseguro
A dúvida faceira
O suave dilema
A degustação
A cegueira
Fico ou vou embora
Se a luz demora
Fujo daqui
Mas eis que chega o verso
E um ténue crepitar
Como cintilantes estrelas do universo
A escuridão brilha no olhar
Iluminando o que senti
...

musa

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