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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

AMOR NASCENTE

Que azedo amor
Serve angustia fria
Tempera de fervor
Carnal agonia
Queima devasso
Ardume sem querer
Ténue traço
Divide o prazer
Em ódio e alegria
Loucura e fantasia
No dorso do ser
Que doce a tristeza
Das mãos que afagam
Dos olhos que tragam
A caricia incerteza
Da insatisfação
Do desejo
Da crueza
Mordido beijo
Louca paixão
Frieza
Sem nome os gestos repetidos
Da identidade da pele
A doçura e o fel
Desses beijos proibidos
A rebentar diques de vontade
Nos olhos feridos
Escorre temperada sensualidade
Do corpo um rio
A foz a alma já perdida
Todos os sentidos por um fio
Um arco íris a poente
Colorindo a vida
Desse amor nascente
...

musa

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