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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

QUE FRIAS SÃO AS PALAVRAS

QUE FRIAS SÃO AS PALAVRAS

Que frias são as palavras
No verso vento das asas
Que fundas são as mágoas
Águas profundas rasas
São as lágrimas
Por chorar
São meus olhos entristecidos
No afago gélido deste mundo
Dos cansaços já vencidos
O choro triste dos sentidos
Tão de mim e tão profundo
E em colo de frialdade
No regaço da desilusão
O pranto aceno da saudade
Em derramada solidão
Palavras frias em vendaval
Em urros gritos ecos de amargura
Nos olhos laivos de estranha loucura
Tamanha que é húmida gutural
A estender se manto de cristais
Lâmina afiada faca espada punhal
O último suspiro dos mortais
Lápide erguida em pensamentos
Em voo raso imperfeito
Uma lágrima perdida do tempo
Repousa mórbido verso desalento
O frio escrito no peito
Com palavras sentimentos
...

musa

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