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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

FÉMINA

Quieta no silêncio mais triste
A flor do algodão sem perfume
Uma pétala que ao vento resiste
O odor que não é mais do que azedume

Não é raiva não é ódio não é ciúme
Esta força determinação que insiste
Da doçura florida a ilusão o amertume
O orgulho que adentro subsiste

A glória sentida em peito de mulher
O fogo aceso a chama o lume
O jeito altivo de assim o dizer

O olhar incendiado nas palavras escritas
A voz que derrama princípio de vida
Talvez por amor desencanto ou prazer
As mesmas palavras insanas malditas

De que se faz um verso na despedida
Desta alma corpo abrigo fémina desabrida
Na sublimada paixao da altivez do ser
...
musa

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