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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VOU INDO

VOU INDO
Rasto perdido em caminhos da vida
Passos marcados na estrada lamacenta
Pasto acendido de chamas na alma ardida
Rasgos sulcados lodo na pele poeirenta

Nervuras do olhar em bruma espelho
O vento varre de loucuras a planície lunar
Um traço profundo sombrio e velho
Parece o fim do mundo o poente crepuscular

Caminheiro vencido pelo cansaço do tempo
Descansa na ombreira da porta escancarada
O fardo pesado verga lhe o pensamento

De olhar humedecido despede se sorrindo
As mãos vazias o corpo frio a alma cansada
Olha para trás e em silencio diz vou indo
...

musa

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