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terça-feira, 27 de outubro de 2015

VESTIDO

Trazias vestido o céu da noite endurecida
De um azul cobalto escuridão luz cingida
O salto alto tão fino e leve de seda tecida
Varria o firmamento olhar da pele bebida

A fome que os meus olhos mordiam
E eram os teus lábios que apeteciam
E eram as minhas mãos que sentiam
A negra seda que no teu corpo arrefecia

E era então despido o vestido em profecia
E o sentido que caía pelo chão em negra cor
Fazendo do desejo intimidade e poesia

A nudez e o sentido tombando o querer
Despias o vestido para fazer o amor
E dizias-me quanto me amavas de prazer
...

musa

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