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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

UM FILHO NOS BRAÇOS

De volta a casa e um filho nos braços
E o tempo urdido de tantos cansaços
E a canseira da vida um beijo de desespero
Dessa maneira perdida em travo amargo severo

O destino queixoso no corpo marcado
A alma suja inocentada de descontentamento
O olhar choroso de lágrima azedada e vidrado
A boca cerrada num beijo sem sentimento

Um filho feito sem pensar e parido de desilusão
No imperativo do verbo amar inocente
De abraço temperado em loucura e compaixão

Olhares de revolta e gritos engolidos
Condenada e julgada no peito da gente
Com um filho nos braços feito de sentidos
...

musa

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