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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

FOGO-FÁTUO

A vida esvai-se em combustão
Já morta decomposta de matéria
Sibila o medo ladainha em oração
A invisibilidade do corpo bactéria

Incendeia o ar o sopro azulado
Respira a podridão e a miséria
O leito de vento luz sepultado
No corte aceso fogo da artéria

Chama a morte a última morada suspirando
As líquidas cinzas do fogo-fátuo carnal
Eleva-se da vida doce sentido sublimando

A héstia das cinzas as últimas do tempo
No chão varrido a pedra quente visceral
Derrama a prece do pranto ao vento
...

musa

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