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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

DESILUSÃO

DESILUSÃO
A humanidade prepara o funeral
Há uma imensidão mortalha
Um manto azul de silêncio sepulcral
A crueldade ignóbil carnal
A desumanidade sem que o valha
O grito horrendo descomunal
Do poema a sepultar
No pranto do mar
Húmido caixão
Desilusão

No areal cirios infanticidas
Farpas da vergonha de uma nação
Lágrimas fundeadas de tantas vidas
Que fogem à morte por compaixão
Do caos espalhado nas areias da Turquia
Ei-lo o menino de sua mãe
A quem o poeta deu colo um dia
E que agora o verso dá colo também
E de lágrimas a correr o mundo
O grito por tal insanidade
Imenso intenso apenso profundo
A esta grave desilusão da humanidade
Dando à costa a única verdade
...

musa

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