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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ENOLA GAY - HIROSHIMA - Paulo Bragança



ENOLA GAY
Não posso mudar-te o nome
Não ha poema que cante o teu silêncio
Não deve haver rosa assim a desabrochar
Nem sede de vingança ou pão que mate a fome
Ou lagrimas de aço ficando por chorar
Ou lanternas de papel que ardam como flores
Ou sinos que emudeçam o mundo de tanto repicar
Nem sombras sobre o chão tombando como dores
O sofrimento em vão para não mais esquecer
O grito de uma nação que clama por viver
A rosa assassina desabrochando a memória
O dia em que a menina correu para a história
Em passos de desumanidade
Abrindo os braços para a vida
A flor da insanidade
Nunca será esquecida
...

musa

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