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sexta-feira, 8 de maio de 2015

VÊM DO ALÉM OS POETAS

VÊM DO ALÉM OS POETAS

Esta noite era eu e mais alguém
Sentada a escrever da alma inqueta
Florbela e o Nobre vieram do além
Transcenderam a luz noctívaga secreta

Havia a solidão tão só meiga fria e crua
Um tremor em jeito de aconchego leve
A morte rondando a cintilar como a lua
Um silêncio estranho na escuridão breve

Florbela pálida entristecida lábios arroxeados
Nas mãos o rosário de penas ainda por rezar
E Nobre solitário com seus olhos tão cansados
Trouxeram à noite poemas deixados no altar

Vêm do além os poetas cansada me sinto de os viver
Tantas as palavras assim desterradas do seu leito
Os versos moribundos que não têm onde morrer

Era eu e mais alguém e só ele sabe pois estava comigo
Bate desassossegado a estremecer de poesia o peito
Onde guardo poemas em secreto descanso abrigo
...

musa

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