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sexta-feira, 8 de maio de 2015

SÓ - a ANTÓNIO NOBRE

Que pendor triste docemente desesperado
Vibra nos versos que da alma soltam asas
Nobre foi teu olhar sobre o Porto tão amado
Da Foz o mar as vagas como telhados de casas

Gaiola de portas abertas a uma doce melancolia
Versos angustiados de altiva amargura
Rondando a morte pelas palavras a poesia
Jogo de azar e sorte em voos de loucura

Ainda vagueia por aí espectro poema sedutor
O livro mais triste que há em Portugal
Esvoaça de versos em melancólica dor

Nobre sim foi a tua poesia filha da solidão
Tão só sentido alma sangue respiração carnal
Até ao último suspiro gemido sofreguidão
...

musa

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