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sexta-feira, 1 de maio de 2015

CASCATA DA AZENHA - Torre D. Chama


Outrora era o tempo a correr no moinho
O rio no abraço da azenha moendo o pão
A vida como águas paradas pelo caminho
Da cascata até às margens do coração

Bucólica paisagem em selvagem descanso
Ainda estão lá as pedras já tão cansadas
E continua a correr o rio alegre e manso
A regar as olgas húmidas e trabalhadas

Águas de memórias em prece e pranto
Nos campos férteis de laborioso lavradio
A terra com sangue do rio brilha encanto
Espuma enxadas em amanhecido regadio

Que saudades do engenho moinho a laborar
Murmúrios da cascata silêncio e gritos do rio
Que ainda corre e a terra deixou-se de trabalhar

Guardo na lembrança as águas limpidas serenas
As mãos sujas de terra e por dentro esse vazio
Que agora resgato do passado em doces poemas
...

musa

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