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sexta-feira, 15 de maio de 2015

BRUMA

BRUMA
Que litania essa do vento e do sol num abraço
Do alto das montanhas até se perder de vista
Um manto azul de bruma a conquistar espaço
Até que olhar se canse e eu de respirar desista

São assim as manhãs do alto da serra e dos montes
Crepúsculos afogueados a fundear matinais nevoeiros
Como nuvens alcantiladas sobre as árvores pontes
E um mar de verdes cores nas copas crinas dos pinheiros

Afago os olhos nas neblinas dançantes que se vão dissipando
Do sol nascente até o dia se afundar em tons de azul escuridão
E a montanha parece um mar de vagas em prece se inclinando

Sobre a bruma esfiando claridade da luz em sopro amortecida
Acontece a vida em fiapos translucidos de meiga névoa solidão
Dispersa pelos vales serpenteando doce penumbra entontecida
...
musa

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