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domingo, 12 de abril de 2015

LÁPIDE

LÁPIDE
Rosas carnais em chão de alabastro
Espinhos punhais rasgando fitas de lastro
Unindo pérolas negras de fina porcelana
Pedras sangrando a alma misteriosa estranha
Corpo subtileza de brechas despidas
Rasgos de palavras escritas sentidas
Na raridade descrita de um verso ternura
Talvez o rascunho da imperfeita loucura
Aprisionei o sentir onde a rocha abriu
Fendas ansiosas de pedraria brilhante
Iluminada fresta donde a vida assim partiu
Se agora mármore vidrado sangue arrefeceu
Que a morte ainda húmida e distante
Na pedra fique a saudade que morreu
...
musa
em Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva de Espinho

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